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O guardião da cidade: reflexões sobre casos de violência…

O preço original era: R$ 49,90.O preço atual é: R$ 44,90.

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Descrição

ISBN: 978-8575314562

Formato: brochura 14×21 cm – 222 páginas.

Autor: Adilson Paes de Souza

No desempenho de sua função social, a polícia tem sido alvo constante de atenção e de críticas. Na maior parte delas, as análises são contaminadas por uma polarização primária em que são apontados com uma nitidez ilusória os mocinhos e os bandidos, o bem e o mal. Neste livro, “O Guardião da Cidade” (selo Escrituras), resultado da dissertação de mestrado de Adilson Paes de Souza , foi analisado o desenvolvimento da educação em direitos humanos no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, seus reflexos na atividade policial e seus efeitos na sociedade.

Visando demonstrar o que leva um policial a cometer assassinatos, o livro apresenta entrevistas com ex-policiais militares que cumpriram pena pela prática de homicídios, caracterizados como execução sumária extrajudicial, onde são expostos os estímulos e as razões que os levaram a praticar tais delitos. O autor, oficial da Polícia Militar, se vale de sua experiência para abordar temas tão importantes e atuais, sob uma ótica “de dentro para fora”, o que é um fato inusitado.

Souza aprofunda em temas como a educação de baixa qualidade em direitos humanos na formação e treinamento desses policiais, apontada como uma das causas da violência e os desvios de conduta praticados por eles. Segundo demonstra seu estudo, em 2000 eram aplicadas 144 horas/aula de direitos humanos contra 90 horas/aula, aplicadas no início de 2013, o que representa 1,47% da carga horária do curso. Atualmente, verifica-se novo decréscimo no número de horas/aula.

O autor afirma também que “existe razão na preocupação de entidades nacionais e internacionais com a violência na sociedade brasileira. O quadro é considerado grave. Fiz o estudo e ouvi os policiais por acreditar que a mudança da situação passa por melhorias na educação do policial.” Souza defende ainda uma maior participação da sociedade visando a criação de um tipo de educação de perfil crítico, com debates mais transparentes e ativa participação popular.

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